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Cultura

21/12/2015 às 20h33 - Atualizada em 21/12/2015 às 20h33

Festival faz Santa Izabel respirar cinema durante dois dias

Haroldo Gomes
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Foto: Haroldo Gomes

A magia do cinema vista em cores, em salas de espetáculo, com direito a pipoca e refrigerante foi revivida neste fim de semana (18 e 19) por amantes da sétima arte, de Santa Izabel do Pará, Região Metropolitana de Belém, durante o 5º Festival de Cinema.

Em sua quinta edição, o evento que já é tradição, reuniu sete filmes do gênero curtas, sendo quatro produções de artistas locais, e outras três de autores da capital, a exemplo do experiente Régis Costa, que trouxe ao festival seu mais novo trabalho, para estrear em salas de exibição: “Iara: o canto da sedução”. “Pelo terceiro ano consecutivo eu participo do evento, este momento é muito especial por permitir a troca de experiências, além de estimular a criação de novas plateias”, enfatiza Costa.

O festival é organizado pelos cinéfilos Emanoel Sodré e Mauze Ribeiro. Juntos, lutam na contra mão com todas as forças para tornar a arte mais acessível ao público do município, que não tem nenhuma sala de cinema. “O evento surgiu da necessidade de difundir a arte. A gente começou ainda durante o Ensino Médio, de forma experimental e sem experiência, virou uma paixão e perpassou o tempo. O festival além de difundir as produções é a culminância do trabalho feito ao longo do ano, quando reunimos as produções locais e regionais. Não teríamos chegado aqui se não fossem por meio das parcerias”, explica Emanoel.

Apesar das dificuldades, muitos artistas locais já estão inseridos no circuito paraense. Vários trabalhos já foram exibidos na grade da TV Cultura e em festivais de maior respaldo. “Isso se deve ao trabalho feito minuciosamente através de oficinas para aprimorar as técnicas, além disso, temos o projeto Cine Clube, que percorre a cidade, inclusive as comunidades mais distantes, levando arte e entretenimento, desta forma, despertando novos talentos para a produção”, destaca Mauze.

Mauze diz ainda que “a linguagem cinematográfica ainda não é uma cultura nossa, a televisiva tem maior apelo; entretanto, as novas tecnologias estão aí para facilitar as produções, elas estão ao alcance das nossas mãos. O amor à arte é o alimento que nos move e faz compartilhá-la, essa ação acaba de alguma forma fomentando a produção. O festival comprova isso”, finaliza.  

Também fez parte do festival a exibição de filmes catalogados pelo projeto Mostra Pará. O evento ocorreu no hall da Secretaria de Trabalho e Promoção Social, Centro, e teve apoio da Prefeitura local, Fundação Cultural do Pará, Cine Clube Palace e Neo Movimento Audiovisual de Santa Izabel.

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