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16/06/2016 às 09h44 - Atualizada em 16/06/2016 às 09h44

Preços dos combustíveis vão aumentar no Pará hoje

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FONTE: O Liberal

Foto: Igor Mota

A partir de hoje (16), entrará em vigor a alteração do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado do Pará na pauta de preços dos combustíveis. Isso deverá gerar impacto nas distribuidoras e refletir em aumento de preços ao consumidor final. O preço de pauta é o valor médio que a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) considera para fazer o cálculo do ICMS a ser recolhido. O da gasolina, que tem a maior alíquota de ICMS (28%), era de R$ 3,825 e passou para R$ 3,972, o que gera impacto de R$ 0,04, saltando de R$ 1,07 para R$ 1,11 no preço de pauta por litro. O diesel S10, com ICMS de 17%, sai de R$ 3,248 para R$ 3,345 tendo impacto também de R$ 0,01.Na pauta anterior, o álcool, que tem ICMS de 26%, era R$ 3,271 e nova pauta de R$ 3,561 resultando em R$ 0,07 no preço de pauta por litro.

O aumento nos preços dos combustíveis para o consumidor é livre e cada revendedor estipula o que cobrará. Segundo Mário Chermont, proprietário de um posto de combustíveis com bandeira da Petrobras, que fica no bairro do Marco, o estabelecimento deve ajustar os preços ainda hoje. "Estamos esperando receber o combustível para ver quanto vai ficar para repassar ao consumidor e, certamente, haverá aumento para eles, pois não temos como deixar de repassar e segurar os preços, porque já está defasado. Temos que repassar esses centavos que são do preço de pauta para os consumidores. O acréscimo é ruim para nós, porque cada aumento que há nossa venda diminui, uma vez que os condutores de veículos criam outras altermnativas de locomoção e passam a comprar menos. Desde janeiro deste ano, as vendas caíram 20% e com a alteração de pauta do ICMS pode cair ainda mais", disse Chermont. 


Conforme avalia o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e Lojas de Conveniência do Estado do Pará (Sindicombustíveis-PA), Ovídio Gasparetto, é importante que a população demonstre aos governantes a insatisfação com o que ele chama de "pesada carga tributária", que já o imposto incidente em todo e qualquer produto onera consideravelmente os preços para o consumidor final. 


"O aumento na valoração dos combustíveis, em face a elevação do preço de pauta, para um dos mais altos do país, gera um efeito 'cascata', pois, onera o transporte de alimentos e escolares, além do transporte como um todo. A população passa a pagar quase que metade do valor do litro da gasolina em impostos, sejam eles estaduais ou federais, além da Cide, sendo que o ICMS passou a ser de R$ 1,11 em cada litro", pontua. Ainda segundo Gasparetto, o consumo vem caindo drasticamente, e, em breve, o setor estará com postos à venda. "Muitos já diminuíram o horário de funcionamento e demitiram funcionários", diz. 


O presidente do Sindicombustíveis-PA reforça  que, a partir de hoje, as distribuidoras podem repassar outros aumentos de custos. "Só que estes reajustes ainda não sabemos quais serão. Somente passaremos a saber a partir do momento que recebermos a primeira compra feita após o aumento", explicou Gasparetto.


No final da tarde de ontem, muitos condutores de veículos não sabiam sobre a possibilidade de aumento no preço dos combustíveis. "Quero saber onde vai parar isso tudo, porque cada dia aumenta alguma coisa, só não aumenta o nosso salário. Os R$ 0,04 por litro na gasolina tem impacto significativo para quem usa o carro diariamente. Eu gasto R$ 600,00 por mês somente com combustível e esse valor vai subir", afirmou o gerente comercial Marcos Loucharde, de 40 anos.  


"Abasteço meu carro uma vez por semana.  Gasto a cada mês pelo menos R$ 350,00 e esse aumento é péssimo. Vou ter que diminuir os dias que saio para entregar meus produtos para os clientes. Eu saio duas vezes e agora vou fazer uma vez só", disse a vendedora autônoma de lanches naturais, Regina Cortes, de 48 anos.



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